Senge-ES pela saúde mental no trabalho

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O Setembro Amarelo é uma campanha internacional de alerta para a importância de identificar sinais de sofrimento emocional. Por isso neste mês o Senge-ES reforça sua luta pela saúde mental no trabalho. Lutamos por boas práticas voltadas à proteção da saúde, da segurança e da dignidade dos profissionais, fatores fundamentais para o bem-estar na profissão.

Diversos fatores contribuem para um ambiente de trabalho que empurra profissionais para o estresse crônico. O adoecimento mental pode ser causado por fatores como pressão excessiva, metas abusivas, sobrecarga, vínculos precários, jornadas longas, baixos salários e assédio moral.

“O respeito aos direitos do trabalhador e da trabalhadora são fundamentais para a manutenção da saúde mental dos profissionais. Neste sentido, o Senge-ES luta por um ambiente laboral digno, saudável, pela valorização profissional, efetivação de plano de carreira e de políticas de saúde e segurança no trabalho, jornada laboral adequada e, claro, o combate ao assédio moral”, pontua o presidente do Senge-ES, engenheiro civil e de segurança do trabalho, Luis Fiorotti.

Hoje as condições emocionais do trabalho são parte da gestão de saúde e segurança. As leis brasileiras determinam que as empresas devem garantir um ambiente seguro e livre de situações que causem adoecimento psicológico, como assédio moral e cobranças abusivas. A partir de 2026, a Norma Regulamentadora 1 (NR-1) obriga empresas a identificar, avaliar e controlar fatores que possam afetar a saúde mental dos trabalhadores.

Panorama

Enfrentamos o agravamento da crise de saúde mental no trabalho. O Senge-ES luta para que engenheiros e engenheiras tenham condições de trabalho que permitam a realização profissional e o respeito aos seus direitos. Doenças como burnout e depressão já incidem na rotina de profissionais e empresas.

A síndrome de burnout em engenheiros, por exemplo, é um esgotamento físico e mental causado por estresse crônico no trabalho. Ela decorre de cobranças por prazos curtos, metas irreais, sobrecarga de projetos e forte pressão por produtividade na indústria. Dados da Previdência Social mostram que o afastamento por burnout crescem mais de 800% em quatro anos. Foram registrados 823 casos em 2021, já em 2025 foram 7.595.

As denúncias relacionadas à saúde mental no trabalho passaram de 190 para 1.022 entre 2021 e 2025 — aumento de cerca de 438. No transcorrer de 2025, mais de meio milhão de licenças foram concedidas por esse tipo de adoecimento. Os números são do Ministério Público do Trabalho (MPT).

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