Neste Dia Internacional da Igualdade da Mulher (26 agosto) o Sindicato dos Engenheiros no Estado do Espírito Santo celebra as conquistas das mulheres na política e na sociedade, assim como reforça a necessidade de debate e de ações efetivas para o alcance da igualdade de gênero. Destacamos em especial a luta pelo fim da diferença de salários entre gêneros e por mais espaço feminino em cargos de liderança.
Se por um lado o número de mulheres empregadas no Brasil cresceu 11%, a diferença salarial pouco mudou. Em 2023, as mulheres recebiam 20,7% a menos que os homens; agora, a diferença chegou a 21,3%.
O Espírito Santo aparece como o estado com a maior desigualdade salarial entre homens e mulheres no Brasil. Em média, as mulheres no estado recebem 29,3% a menos que os homens. Os dados são do 5º Relatório de Transparência Salarial e de Critérios Remuneratórios, divulgado em abril de 2026 pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).
“Muitas vezes as mulheres precisam comprovar maior nível de especialização para alcançar as mesmas faixas de remuneração que os homens. É um absurdo que o gênero ainda seja determinante para uma remuneração”, disse a coordenadora do programa Senge-ES Mulher”, engenheira civil Lúcia Vilarinho.
“O reconhecimento da mulher na sociedade e em especial na carreira são parte da luta histórica do Senge-ES. O Dia Internacional da Igualdade Feminina é momento de celebrar conquistas, mas sobretudo de lembrar do longo caminho que ainda temos a percorrer pelo fim da disparidade salarial entre gêneros”, destacou o presidente do Senge-ES, engenheiro civil e de segurança do trabalho, Luis Fiorotti.
Luta pela igualdade salarial:
O Senge-ES luta pelo respeito a legislação brasileira, que proíbe a diferença de salário para trabalho de igual valor. A Lei da Igualdade Salarial (Lei nº 14.611/2023) obriga empresas com 100 ou mais empregados a publicar relatórios periódicos de transparência para expor e corrigir eventuais distorções remuneratórias entre gêneros.
A data:
O direito feminino ao voto é um marco histórico na luta pela participação política das mulheres e pela igualdade de gênero. O Dia Internacional da Igualdade da Mulher (26 agosto) foi escolhido pelo Congresso dos Estados Unidos em homenagem à aprovação, em 18 de agosto de 1920, da 19ª emenda à Constituição Americana. Essa emenda permitiu o voto às mulheres norte-americanas e influenciou o movimento pelo direito feminino ao voto em torno do mundo. As mulheres brasileiras puderam votar a partir do Código Eleitoral de 1932.
Fontes:
Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios
Senado Federal
Ministério do Trabalho e Emprego (MTE)
ES-Hoje







